segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Dia Internacional da Igualdade Feminina


No último dia 26 de agosto foi comemorado o Dia Internacional da Igualdade Feminina. A data foi escolhida em alusão a ratificação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão no dia 26 de agosto de 1789, na França. Neste dia relembramos as lutas históricas da mulher por direitos de igualdade entre gêneros e as conquistas já obtidas durante esse processo.
Há bem pouco tempo as mulheres não tinham acesso à educação formal e muito menos a uma participação ativa em diversos setores da sociedade, seu papel era visto apenas pelo viés de dona do lar e educadora dos filhos.
No último século as mulheres conquistaram direitos essenciais que antes eram exclusivos do sexo masculino, como: participação em jogos olímpicos, direito ao voto, criação de delegacias especializadas no atendimento à mulher e a criação da Lei Maria da Penha, que busca coibir a violência de gênero. Esses direitos foram conquistados por meio de muita luta por direitos de igualdade entre gêneros, que ainda está distante de acabar.
Hoje as reivindicações são outras, dentre elas estão: igualdade salarial entre gêneros, políticas púbicas de combate à violência contra o sexo feminino, maior atenção a questões da saúde da mulher, além da participação feminina mais ativa no campo político.  Hoje, 51% da população brasileira é constituída por mulheres, porém, elas representam apenas 9% dos cargos políticos em todo o País.
Outro dado que vale ser citado é o do Mapa da Violência 2015: homicídio de mulheres no Brasil, que revela que dos 4.762 homicídios de mulheres registrados em 2013, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo a maioria desses crimes (33,2%) cometidos por parceiros ou ex-parceiros. A estimativa feita pelo estudo, com base nos dados de 2013 do Ministério da Saúde, alerta para o fato da violência doméstica e familiar ser a principal forma de violência letal praticada contra as mulheres no Brasil.
Além disso, vale lembrar que o número de mulheres negras vítimas de morte violenta aumentou 54% em dez anos, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. No mesmo período, a quantidade anual de homicídios de mulheres brancas diminuiu 9,8%, caindo de 1.747, em 2003, para 1.576, em 2013.
Precisamos nos atentar para a situação da mulher no Brasil e no mundo, a falta de informação ou a omissão pode nos levar a negligenciar dados alarmantes como os citados neste artigo. Lutar pela igualdade entre gêneros em todos os setores da sociedade é dever de todo cidadão e não apenas da mulher. Vamos fazer nossa parte e cobrar do Estado e das autoridades competentes que cumpram o seu papel de forma efetiva e busquem novos mecanismos para que a igualdade de gênero que vem sendo buscada há tanto tempo seja uma conquista breve.

Fonte: www.solidariedade.org.br

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