Cerca de 1,6 milhões de brasileiros tem algum tipo de deficiência intelectual, a maioria delas já nasceu com as limitações e mais da metade (54,8%) tem grau intenso ou muito intenso de limitação e cerca de 30% frequentam algum serviço de reabilitação em saúde.
Os últimos dados do IBGE, levantados em 2013, revelam que 6,2% da população brasileira tem algum tipo de deficiência. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) considerou quatro tipos de deficiências: auditiva, visual, física e intelectual. O levantamento foi divulgado em 2015 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e feito em parceria com o Ministério da Saúde.
Na Semana Nacional da Pessoa com Deficiências Intelectual e Múltipla, que busca conscientizar a população em geral sobre os direitos das pessoas com deficiência, destacamos algumas dicas importantes sobre como tratar as pessoas nessa condição. Isso porque, ainda existe grande preconceito e desconhecimento sobre essa parte da população, que muitas vezes sequer é reconhecida como cidadã.
Seja natural
Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência intelectual. Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.
Não as ignore
Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa. Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido. Seja natural, diga palavras amistosas.
Não superproteja
Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário. Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência intelectual levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.
Lembre-se
O respeito está em primeiro lugar e só existe quando há troca de ideias, informações e vontades. Por maior que seja a deficiência, lembre-se da eficiência da pessoa que ali está. As pessoas com deficiência intelectual, geralmente, são muito carinhosas. Deficiência intelectual não deve ser confundida com doença mental.
Precisamos lembrar que as nossas diferenças não nos tornam melhores ou piores que os outros, apenas nos proporcionam uma forma distinta de lidar com a realidade a nossa volta. Respeitar e reconhecer as pessoas com deficiência como cidadãos, que possuem direitos, é um importante passo rumo a uma sociedade mais igualitária.
Com informações do site: www.pns.icict.fiocruz.br e www.bengalalegal.com
Fonte: www.fundacao1demaio.org.br
Fonte: www.fundacao1demaio.org.br

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