A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, compreende 60% do território brasileiro e é uma das principais riquezas do planeta. A Floresta Amazônica abrange oito estados (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Tocantins e Pará). Infelizmente, a riqueza de recursos representou no um último século, um constante quadro de exploração. O desmatamento é o maior problema e, portanto, a maior preocupação.
Nos últimos 10 anos, um trabalho coletivo de monitoramento vem sendo realizado para conter esse problema ecológico. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram esse ano um balanço desse estudo. Segundo os pesquisadores, 60% da área desmatada na Amazônia é resultado das atividades agropecuárias.
O Pará é o estado com o maior percentual de desmatamento (36%). No período de agosto de 2015 a janeiro de 2016, o estado teve uma área desmatada de 1009,35 km², bem à frente do segundo colocado nesse ranking, Mato Grosso, com 632,59 km², seguidos por Rondônia, 544,31 km², Amazonas, 366,57 km² e Acre, 131,04 km².
Segundo o INPE os três tipos de desmatamento mais recorrentes são o desmatamento de corte raso (em que há uma derrubada de todas as árvores e posteriormente a área é queimada com a substituição da floresta por outro uso da terra), o desmatamento com vegetação e a mineração.
Além dos efeitos maléficos ao bioma da região, o desmatamento na Amazônia também estaria influenciando na redução das chuvas nos trópicos. Estudos realizados pela Universidade de Leeds, na Inglaterra indicam que essa condição não prejudica apenas as pessoas que moram naquela região, como também a população de regiões vizinhas, visto que o ar que passa sobre grandes áreas de floresta tropical produz pelo menos duas vezes mais chuva do que o que se move através de áreas com pouca vegetação. Em certas circunstâncias, uma floresta contribui para o aumento de precipitação a milhares de quilômetros de distância. Um estudo independente realizado pelo INPE aponta que a floresta Amazônica pode alcançar três cenários distintos, que serão determinados pelas ações ou ausência delas, considerando o combate ao desmatamento:
No primeiro cenário (o mais otimista), as medidas de restauração e conservação previstas no Código Florestal são, não apenas cumpridas, mas superadas. A região se tornaria uma grande engrenagem de remoção de gases que contribuem para o efeito estufa.
Um segundo cenário (bastante pessimista) parte da premissa de um retrocesso nos avanços ambientais e sociais da última década, com uma volta a maiores taxas de desmatamento e desrespeito ao Código Florestal (Lei que institui as regras gerais sobre onde e de que forma a vegetação nativa do território brasileiro pode ser explorada).
Por fim, um cenário intermediário combina premissas dos dois cenários mais extremos. Aqui também se considera o cumprimento do Código Florestal, com taxas de desmatamento legais em torno de 4.000 km2 por ano em vinte ou trinta anos. As reservas legais seriam regularizadas principalmente por meio do mecanismo de compensação no mesmo bioma e a vegetação secundária mantém a mesma dinâmica atual, de abandono e corte cíclico nas áreas menos consolidadas. Neste cenário, talvez o mais plausível, a região continuaria sendo emissora de CO2.
A conscientização quanto a necessidade de reduzir o desmatamento da Amazônia e de um intenso trabalho de restauração das áreas afetadas só será possível com percepção do real valor do meio ambiente natural na vida da população. O meio ambiente natural é o fundamento invisível das diferenças sócio econômicas entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Mas, se nada for feito de forma rápida e efetiva, as próximas gerações serão prejudicadas duplamente, pelos impactos ambientais e pela falta de visão de nossa geração em não explorar de forma adequada a vantagem de nossos recursos naturais.
Fonte: www.fundacao1demaio.com.br

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