Comemoramos no último dia 15 do corrente mês o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para alertar a população e autoridades sobre o crescente número de maus tratos cometidos contra pessoas idosas em todo o mundo.
No Brasil, a cada dez minutos um idoso é agredido e, em 70% dos casos, o agressor é o próprio filho. Abandono, roubo, espancamento, humilhação, cárcere privado, violência física e psicológica são alguns exemplos de violência que são cometidos contra essas pessoas todos os dias. A falta de denúncia ocasionada por medo e constrangimento, ainda esconde uma realidade muito pior. Isso também explica porque 90% das denúncias são anônimas.
Esses dados são ainda mais alarmantes levando em consideração a projeção da idade da maioria da população para os próximos anos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2015, mostram que 12,5% da população tem mais de 60 anos.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) uma nação é considerada envelhecida quando 14% de seus habitantes tem essa idade ou mais. A expectativa do IBGE é de que até 2055 o número de pessoas com mais de 60 anos supere o de brasileiros com até 29 anos.
Outro dado que vale ser citado, é a expectativa de vida do brasileiro, que atualmente é de 74,9 anos, e vem crescendo. Segundo projeções da ONU deve chegar a 81,2 até o ano de 2050. O Relatório de Qualidade de Vida Para Idosos do Global Age Watch de 2014, revelam que para 77% dos brasileiros, o maior temor sobre a velhice são os problemas de saúde. O mesmo relatório, revela ainda, quais países tratam melhor seus idosos. O Brasil ocupa a posição 58º em um ranking de 96 países.
Com isso fica claro que o País se tornará em poucos anos uma nação com pessoas mais maduras. Precisamos criar o quanto antes, não apenas políticas de combate a violência que já existe, mas também meios para a conscientização de toda a população. É dever do Estado proporcionar condições básicas de sobrevivência para todo ser humano.
A Lei 10.741, de 2003 diz que: é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. Como sociedade, temos o dever de cobrar do Estado que se faça cumprir a lei.
Com informações de www.fundacao1demaio.org.br

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