sexta-feira, 16 de setembro de 2016

PROPOSTAS DE GOVERNO - SOLIDARIEDADE URUANA - 77

O partido político Solidariedade, sob representação de sua diretoria no município de Uruana, apresenta suas Propostas de Governo para a gestão municipal 2017-2020.

O Plano prevê a criação e/ou restauração do patrimônio municipal incluindo diversos setores como área da Saúde, Infraestrutura Urbana e Rural, Segurança Pública, Reformas Administrativas, Educação, Cultura, Esportes, Meio Ambiente e Lazer.

Em tempo, o partido Solidariedade de Uruana esclarece que para a realização do presente Plano de Governo, os recursos financeiros serão buscados por meio do Estado e Governo Federal, assim como parecerias com fundações e organismos nacionais/internacionais (Ex.: Bradesco, Roberto Marinho, Instituto Airton Sena, etc), e também por meio de recursos próprios e doações.
















sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Grupo de Trabalho discute a desigualdade de gênero no País


Nos dias 18 e 19 de agosto, a Fundação 1º de Maio realizou o Grupo de Trabalho da Secretaria da Mulher, onde foram discutidos os problemas enfrentados pelas mulheres dentro do ambiente político, trabalhista e privado.
O sufrágio feminino, ou seja, o direito das mulheres ao voto foi conquistado em 1932. Ainda assim, a representatividade política das mulheres continua muito baixa. No Brasil, apenas 8,6% dos cargos elegíveis dentro da Câmara dos Deputados é ocupado por mulheres. No Senado, a porcentagem sobe para 16%. Se levarmos em consideração que as mulheres representam 51,6% da população brasileira, esse índice se torna ainda mais significativo: para 48,4% dos homens, a representação nos espaços federais de poder equivale a 91,4% na Câmara e 84% no Senado.
No ambiente de trabalho as mulheres também sofrem com as diferenças de salários e cargos hierarquicamente mais altos. A média brasileira de salário para mulheres ainda é cerca de 74% do salário de um homem. Isso significa que se um homem recebe R$ 1.000,00 por mês, uma mulher, ocupando o mesmo cargo e exercendo as mesmas funções, receberia apenas R$ 740,00. Se analisarmos a amostra das mulheres negras, essa diferença aumenta ainda mais: elas recebem 40% do que homens. Essa discriminação de gênero implica em mulheres ocupando cargos em empregos precários, recebendo salários baixos e que restringem o acesso a bens de consumo.
No âmbito privado, questões como o estupro, a violência doméstica e a violência médica também foram temas das discussões. Uma das maiores bandeiras levantadas pelas mulheres foi a falta de capacitação do corpo médico no tratamento de mulheres, dentre eles, a violência obstétrica, os diagnósticos tardios de câncer e endometriose e a demora no acesso a médicos especializados.
Uma em cada quatro mulheres sofrem com a violência obstétrica, seja psicológica ou física. Não são raros os casos em que o médico faz a episiotomia (um corte cirúrgico na região vaginal quando o espaço para o parto é pouco) de forma desnecessária. Antigamente, esse tipo de procedimento era rotineiro, hoje, apesar da orientação ter mudado, um grande número de médicos ainda o fazem sem o consentimento da grávida. Além disso, o Brasil é campão mundial em realização de cesárias, chegando a somatória de 43% dos nascimentos (80% se contabilizados somente os da rede privada), enquanto o recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é de apenas 15%.
A violência doméstica também foi pauta do Grupo de Trabalho. Apesar da Lei Maria da Penha ser referência mundial no combate a esse tipo de violência, o Brasil segue enfrentando péssimos números nesse combate. Três a cada cinco mulheres afirmam ter sofrido algum tipo de violência do parceiro e 56% dos homens admitem já ter cometido algum tipo de agressão, seja física, moral, patrimonial, psicológica ou sexual. No caso dos estupros, no Brasil, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos, sendo que a maioria dos casos acontecem dentro de casa.
Ainda temos muito para construir quando o assunto equidade e igualdade entre os gêneros. Políticas públicas que capacitem e empoderem as mulheres são necessárias para que possamos transformar o Brasil num País de todos, em que homens e mulheres possam competir em pé de igualdade no mercado de trabalho e que mulheres tenham seus direitos básicos respeitados.
Fonte: fundacao1demaio.org.br

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Nota Pública de Indignação


    É com muita indignação que venho manifestar meu posicionamento público sobre o total descaso das autoridades locais diante do quadro de violência que se estabeleceu na nossa querida Uruana nos últimos tempos e que, recentemente, se ampliou ao ponto de o cidadão de bem não querer mais sair de casa.
   São roubos, assassinatos, assaltos, violência, atentados ao patrimônio público e privado... Fatos que antes raramente se tinha notícia, mas que agora são temas recorrentes em nosso dia a dia. A vida calma e tranquila, características marcantes de uma cidade do interior, não é mais uma realidade em nossa cidade.       
    O que mais assusta é o fato de TODOS nós estarmos sujeitos a essa situação, pois a segurança do município infelizmente não consegue atender a todas as ocorrências, além de não existir o trabalho de prevenção... E, pior ainda, é o fato de que as autoridades competentes são omissas, não se pronunciam e não tomam nenhuma atitude em relação aos atos de violência e criminalidade.
     Essa situação não pode continuar! Aqui eu me dispo de qualquer ligação partidária e quero convidar a todos os colegas concorrentes ao pleito de 2016 para nos unirmos nesse momento em prol da nossa cidade. Vamos para as ruas, vamos manifestar publicamente nossa insatisfação e reivindicar uma segurança uma segurança ativa e efetiva. Segurança não e um benefício, minha gente... É um direito de todos nós e dever do Estado!
     

Uruana, 1 de Setembro de 2016
                                                     Natanael Pires

Nota Pública de Indignação


    É com muita indignação que venho manifestar meu posicionamento público sobre o total descaso das autoridades locais diante do quadro de violência que se estabeleceu na nossa querida Uruana nos últimos tempos e que, recentemente, se ampliou ao ponto de o cidadão de bem não querer mais sair de casa.
   São roubos, assassinatos, assaltos, violência, atentados ao patrimônio público e privado... Fatos que antes raramente se tinha notícia, mas que agora são temas recorrentes em nosso dia a dia. A vida calma e tranquila, características marcantes de uma cidade do interior, não são mais uma realidade em nossa cidade.       
    O que mais assusta é o fato de TODOS nós estarmos sujeitos a essa situação, pois a segurança do município infelizmente não consegue atender a todas as ocorrências, além de não existir o trabalho de prevenção... E, pior ainda, é o fato de que as autoridades competentes são omissas, não se pronunciam e não tomam nenhuma atitude em relação aos atos de violência e criminalidade.
     Essa situação não pode continuar! Aqui eu me dispo de qualquer ligação partidária e quero convidar a todos os colegas concorrentes ao pleito de 2016 para nos unirmos nesse momento em prol da nossa cidade. Vamos para as ruas, vamos manifestar publicamente nossa insatisfação e reivindicar uma segurança uma segurança ativa e efetiva. Segurança não e um benefício, minha gente... É um direito de todos nós e dever do Estado!
     

Uruana, 1 de Setembro de 2016
                                                     Natanael Pires

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Dia Internacional da Igualdade Feminina


No último dia 26 de agosto foi comemorado o Dia Internacional da Igualdade Feminina. A data foi escolhida em alusão a ratificação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão no dia 26 de agosto de 1789, na França. Neste dia relembramos as lutas históricas da mulher por direitos de igualdade entre gêneros e as conquistas já obtidas durante esse processo.
Há bem pouco tempo as mulheres não tinham acesso à educação formal e muito menos a uma participação ativa em diversos setores da sociedade, seu papel era visto apenas pelo viés de dona do lar e educadora dos filhos.
No último século as mulheres conquistaram direitos essenciais que antes eram exclusivos do sexo masculino, como: participação em jogos olímpicos, direito ao voto, criação de delegacias especializadas no atendimento à mulher e a criação da Lei Maria da Penha, que busca coibir a violência de gênero. Esses direitos foram conquistados por meio de muita luta por direitos de igualdade entre gêneros, que ainda está distante de acabar.
Hoje as reivindicações são outras, dentre elas estão: igualdade salarial entre gêneros, políticas púbicas de combate à violência contra o sexo feminino, maior atenção a questões da saúde da mulher, além da participação feminina mais ativa no campo político.  Hoje, 51% da população brasileira é constituída por mulheres, porém, elas representam apenas 9% dos cargos políticos em todo o País.
Outro dado que vale ser citado é o do Mapa da Violência 2015: homicídio de mulheres no Brasil, que revela que dos 4.762 homicídios de mulheres registrados em 2013, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo a maioria desses crimes (33,2%) cometidos por parceiros ou ex-parceiros. A estimativa feita pelo estudo, com base nos dados de 2013 do Ministério da Saúde, alerta para o fato da violência doméstica e familiar ser a principal forma de violência letal praticada contra as mulheres no Brasil.
Além disso, vale lembrar que o número de mulheres negras vítimas de morte violenta aumentou 54% em dez anos, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. No mesmo período, a quantidade anual de homicídios de mulheres brancas diminuiu 9,8%, caindo de 1.747, em 2003, para 1.576, em 2013.
Precisamos nos atentar para a situação da mulher no Brasil e no mundo, a falta de informação ou a omissão pode nos levar a negligenciar dados alarmantes como os citados neste artigo. Lutar pela igualdade entre gêneros em todos os setores da sociedade é dever de todo cidadão e não apenas da mulher. Vamos fazer nossa parte e cobrar do Estado e das autoridades competentes que cumpram o seu papel de forma efetiva e busquem novos mecanismos para que a igualdade de gênero que vem sendo buscada há tanto tempo seja uma conquista breve.

Fonte: www.solidariedade.org.br

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Deficiência Intelectual: dicas que vão mudar a sua vida e a de outras pessoas


Cerca de 1,6 milhões de brasileiros tem algum tipo de deficiência intelectual, a maioria delas já nasceu com as limitações e mais da metade (54,8%) tem grau intenso ou muito intenso de limitação e cerca de 30% frequentam algum serviço de reabilitação em saúde.
Os últimos dados do IBGE, levantados em 2013, revelam que 6,2% da população brasileira tem algum tipo de deficiência. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) considerou quatro tipos de deficiências: auditiva, visual, física e intelectual. O levantamento foi divulgado em 2015 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e feito em parceria com o Ministério da Saúde.
Na Semana Nacional da Pessoa com Deficiências Intelectual e Múltipla, que busca conscientizar a população em geral sobre os direitos das pessoas com deficiência, destacamos algumas dicas importantes sobre como tratar as pessoas nessa condição. Isso porque, ainda existe grande preconceito e desconhecimento sobre essa parte da população, que muitas vezes sequer é reconhecida como cidadã.
Seja natural
Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência intelectual. Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.
Não as ignore
Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa. Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido. Seja natural, diga palavras amistosas.
Não superproteja
Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário. Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência intelectual levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.
Lembre-se
O respeito está em primeiro lugar e só existe quando há troca de ideias, informações e vontades. Por maior que seja a deficiência, lembre-se da eficiência da pessoa que ali está. As pessoas com deficiência intelectual, geralmente, são muito carinhosas. Deficiência intelectual não deve ser confundida com doença mental.
Precisamos lembrar que as nossas diferenças não nos tornam melhores ou piores que os outros, apenas nos proporcionam uma  forma distinta de lidar com a realidade a nossa volta. Respeitar e reconhecer as pessoas com deficiência como cidadãos, que possuem direitos, é um importante passo rumo a uma sociedade mais igualitária.
Com informações do site: www.pns.icict.fiocruz.br e www.bengalalegal.com
Fonte: www.fundacao1demaio.org.br

Deficiência Intelectual: dicas que vão mudar a sua vida e a de outras pessoas


Cerca de 1,6 milhões de brasileiros tem algum tipo de deficiência intelectual, a maioria delas já nasceu com as limitações e mais da metade (54,8%) tem grau intenso ou muito intenso de limitação e cerca de 30% frequentam algum serviço de reabilitação em saúde.
Os últimos dados do IBGE, levantados em 2013, revelam que 6,2% da população brasileira tem algum tipo de deficiência. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) considerou quatro tipos de deficiências: auditiva, visual, física e intelectual. O levantamento foi divulgado em 2015 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e feito em parceria com o Ministério da Saúde.
Na Semana Nacional da Pessoa com Deficiências Intelectual e Múltipla, que busca conscientizar a população em geral sobre os direitos das pessoas com deficiência, destacamos algumas dicas importantes sobre como tratar as pessoas nessa condição. Isso porque, ainda existe grande preconceito e desconhecimento sobre essa parte da população, que muitas vezes sequer é reconhecida como cidadã.
Seja natural
Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência intelectual. Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.
Não as ignore
Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa. Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido. Seja natural, diga palavras amistosas.
Não superproteja
Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário. Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência intelectual levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.
Lembre-se
O respeito está em primeiro lugar e só existe quando há troca de ideias, informações e vontades. Por maior que seja a deficiência, lembre-se da eficiência da pessoa que ali está. As pessoas com deficiência intelectual, geralmente, são muito carinhosas. Deficiência intelectual não deve ser confundida com doença mental.
Precisamos lembrar que as nossas diferenças não nos tornam melhores ou piores que os outros, apenas nos proporcionam uma  forma distinta de lidar com a realidade a nossa volta. Respeitar e reconhecer as pessoas com deficiência como cidadãos, que possuem direitos, é um importante passo rumo a uma sociedade mais igualitária.
Com informações do site: www.pns.icict.fiocruz.br e www.bengalalegal.com
Fonte: www.fundacao1demaio.org.br

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Saiba qual o seu papel na luta pelos direitos das pessoas com deficiência


Na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, a Fundação 1º de Maio vai ajudar você a conhecer um pouco melhor o tema, a fim de tirar algumas dúvidas e desconstruir preconceitos. Quem conversa com a gente é a Ana Cláudia Bitencourt, secretária nacional da Pessoa com Deficiência do Solidariedade.
É comum ouvir as pessoas usando termos como pessoas excepcionais, portadores de deficiência, e ainda palavras pejorativas como retardado, mongoloide, etc. Para que as pessoas não tenham mais dúvidas, qual é o termo correto a ser utilizado?
Para começar, é importante destacar que as palavras agem sobre as pessoas e podem ou não discriminar. O que dizemos mostra o que pensamos e em que acreditamos. Assim, em primeiro lugar, é preciso dizer que a nomenclatura correta a ser utilizada é “pessoa com deficiência”. Termos como pessoas excepcionais, portadoras de deficiência já caíram em desuso e refletem o desconhecimento das pessoas. E outros como retardado, mongoloide, imbecil, são reflexos de preconceitos, ainda muito presentes em nossa sociedade. O termo pessoa com deficiência foi ratificado no Estatuto da Pessoa com Deficiência, que entrou em vigência nesse ano.
Qual é a importância do Estatuto da Pessoa com Deficiência para a sociedade brasileira e quais avanços ele trouxe?   
É importante dizer que, apesar da recente sanção do Estatuto, o debate sobre ele durou mais de 12 anos e ainda não foi concluído. Ele representa um avanço, mas ainda precisa ser colocado em prática, o que só ocorrerá com um trabalho árduo de conscientização sobre os direitos dessas pessoas.
O Estatuto traz regras e orientações para a promoção dos direitos e liberdades dos deficientes com o objetivo de garantir a essas pessoas inclusão social e cidadania. A nova legislação, chamada de Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, garante condições de acesso à educação e saúde e estabelece punições para atitudes discriminatórias contra essa parcela da população.
Uma das mudanças significativas foi a proibição da cobrança de valores adicionais em matrículas e mensalidades de instituições de ensino privadas. Negar emprego, impedir ou dificultar o acesso da pessoa com deficiência a planos de saúde, recusar assistência médico-hospitalar e outros direitos podem dar de 2 a 5 anos de prisão.
Outro ponto relevante no acesso aos direitos é a responsabilização do poder público em assegurar um sistema educacional inclusivo, oferecer recursos de acessibilidade e garantir plenos acesso ao currículo em condições de igualdade.
Na questão da educação inclusiva, as escolas estão preparadas para lidar com as pessoas com deficiência intelectual?
Infelizmente nossas escolas ainda não estão adaptadas, dada a falta de capacitação e reciclagem dos professores, especialmente no que se refere ao deficiente intelectual.
A escola inclusiva deve oferecer educação de qualidade desde a tenra idade até o ensino superior, no mesmo espaço físico, porém com adequações diferenciadas para que se atenda em igualdade a todos.

Qual a diferença entre doença mental e deficiência intelectual?
Compreender alguns aspectos é importante para entender a diferença entre doença mental e deficiência intelectual. A primeira delas refere-se a uma série de comportamentos e atitudes que podem produzir danos na capacidade global do indivíduo, que causam impactos sociais, ocupacionais etc. Já a deficiência intelectual caracteriza-se pela existência de um déficit, ou seja, a pessoa com deficiência intelectual tem um funcionamento cerebral significativamente inferior à média da população, acompanhado de significativas limitações nas habilidades sociais e interpessoais, de autocuidados, vida doméstica, autossuficiência etc.

Neste ano, a Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla ocorrerá do dia 21 ao dia 28 de agosto, como surgiu a data e qual a sua importância? 
A Semana foi idealizada pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) como uma maneira de conscientizar as pessoas dos direitos e necessidades desta parcela da população. A comemoração já ocorre a mais de 40 anos por todo o Brasil e participam, com ações e campanhas, diferentes órgãos e instituições brasileiras. O temo deste ano é “O futuro se faz com a conscientização das diferenças”
De que maneira o cidadão pode contribuir para que a sociedade se torne um espaço mais inclusivo? 
Toda sociedade pode contribuir para um mundo mais inclusivo incentivando a conscientização da sociedade civil e órgãos públicos sobre a importância e a urgência do pleno atendimento aos direitos de todas as pessoas com deficiência, seus familiares e entes queridos.
As pessoas com deficiência precisam ocupar os espaços de poder nas decisões políticas de nosso país, sendo porta-vozes de sua causa. Decisões que afetam este grupo são tomadas a todo tempo sem que elas próprias sejam ouvidas. Projetos são feitos com recursos públicos com intuito de dar melhores condições de vida, mas acabam atrapalhando e até mesmo prejudicando, já que, na grande maioria das vezes, os maiores interessados, que são as PcD´S, não são chamados para participar da elaboração das propostas. Milhões de reais são investidos em obras, mas as pessoas com deficiências não conseguem usufruí-las, pois não são acessíveis!
A inclusão do discurso fica comprovada na exclusão e incompetência da prática. Temos que ter ações para que as pessoas com deficiência exerçam o seu direito de escolha.
Fonte: fundacao1demaio.org.br

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Eleições 2016 têm regras mais rígidas para candidatos

Resultado de imagem para proibido cartazes nas eleições 2016
Os candidatos a prefeito e vereador precisam ficar atentos na campanha eleitoral deste ano, que começou na terça-feira (16/8). Isso porque as regras mudaram e estão bem mais rígidas que as das outras eleições.
O tempo de campanha foi reduzido de 90 para 45 dias. Pessoas jurídicas estão proibidas de fazer doações, enquanto pessoa físicas podem doar somente até 10% da renda do ano anterior.
Por ser uma campanha mais “pobre”, muitos candidatos têm recorrido ao corpo a corpo ou às redes sociais. “Essa vai ser uma eleição atípica”, disse o candidato do Solidariedade a vice-prefeito de São Paulo e presidente estadual do partido em São Paulo, David Martins, que explicou: “Por causa das novas regras eleitorais, é preciso desenvolver novas estratégias para financiamento de campanha. Além disso, reservamos uma parte do fundo partidário e pensamos em campanhas pela internet, pois sabemos que esse é o futuro para captação de recursos eleitorais.”
Mas também há regras específicas para a utilização da internet e das propagandas. Agora já estão permitidos os pedidos de votos e o número de candidatura, mas é proibido qualquer tipo de divulgação paga. Por exemplo, em redes sociais, como Facebook e Instagram, está proibido o emprego do recurso de impulsionamento, ou seja, pagar para que mais pessoas tenham acesso à postagem ou a página.
No caso das publicidades em meios não digitais, podem ser feitas, porém também há regras. Está permitida a adesivagem com microperfurados do vidro traseiro dos automóveis. Para as laterais do carro, é possível utilizar adesivos que não ultrapassem de 50 cm x 40 cm.
Em imóveis particulares, estão permitidas as propagandas de papel ou adesivos com tamanho de até meio metro quadrado.
Cada candidato pode fazer até 10 anúncios em jornais e revistas, com tamanho limitado e em dias diferentes.
Pode-se utilizar bandeiras portáteis, desde que não atrapalhem a passagem em vias públicas. Não podem mais ser utilizados cavaletes e propagandas em locais públicos. Brindes de qualquer espécie também não estão autorizados.
Os showmícios estão proibidos, mas a utilização do carro de som para comícios pode ser feita desde que entre 8 e 24h, em local fixo.
Todo material de campanha produzido precisa de prestação de contas com contrato e CNPJ, comprovação de entrega, comprovante bancário de pagamento e Guia de recolhimento do FGTS e de informações da Previdência Social.
O período de propaganda dos candidatos no rádio e na TV foi alterado de 45 para 35 dias, com início em 26 de agosto, no primeiro turno. A campanha terá dois blocos no rádio e dois na televisão com 10 minutos cada. Além desses blocos, os partidos terão direito a 70 minutos diários em inserções, que serão distribuídos entre os candidatos a prefeito (60%) e vereadores (40%).

“Contamos com a colaboração dos nossos candidatos para que não haja transgressão das novas regras”, destacou Paulinho da Força, deputado federal e presidente nacional do Solidariedade. “Assim, faremos uma política justa e de qualidade para toda a sociedade”, completou.

Fonte: solidariedade.org.br

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A dupla jornada de trabalho da mulher


A divisão do trabalho surgiu como uma forma de organização na sociedade capitalista. Essa divisão também é determinada sexualmente, isto é, há uma diferença no que é considerado o trabalho do homem e no trabalho da mulher, bem como o valor atribuído de maneira diferente para os trabalhos desempenhados por ambos.
A esfera privada do trabalho abarca os trabalhos considerados do lar e caracterizados como trabalhos que não agregam valor, enquanto a esfera pública de trabalho são os assalariados, executados fora de casa, produtivos e criadores de valor, o que contribui para a não valorização do trabalho doméstico, tão exaustivo e importante quanto o trabalho na esfera pública.
A mulher, na sociedade patriarcal, sempre foi destinada aos assuntos do lar, confinada no âmbito privado, administrando a casa, os filhos, a limpeza, alimentação de todos, preservando assim, o confinamento da mulher e a hegemonia masculina na sociedade onde apenas o homem podia se ocupar da espera pública do trabalho, o trabalho fora de casa que traz a renda da família e sustenta a mulher que sem visibilidade, apenas faz a manutenção da vida privada masculina.
No início do século XX as mulheres começam inúmeras mobilizações a favor da igualdade de gênero. Desde então obtiveram muito êxito com, por exemplo, a reivindicação do voto feminino em eleições, liberdade sexual, salários mais justos para as mulheres que passavam a ingressar o campo público de trabalho, entre outras coisas.
Embora a mulher tenha alcançado a esfera do trabalho público no início do século passado, ela começou em campos limitados e ditos como aptos às suas vocações naturais, como cuidar dos enfermos ou educar crianças. Conforme grandes crises econômicas mundiais se desenrolaram, a sociedade se viu obrigada a aceitar a mulher em postos antes ocupados por homens. Entretanto, para desempenhar o mesmo trabalho, elas recebem remunerações menores. Além disso, as tarefas do ambiente privado permanecem sob sua responsabilidade.
A partir daí as mulheres passam a exercer a dupla função: em casa, ao cuidar da manutenção do lar em geral, criação e cuidados com as crianças, entre outras coisas, e em trabalhos assalariados contribuindo para a renda familiar. Além disso, o acumulo de funções causa impactos negativos na vida da mulher: estresse, desgaste físico e emocional e problemas de saúde são apenas alguns exemplos.
É preciso desconstruir o pensamento da naturalização desse tipo de trabalho às mulheres. Apenas com a repartição igual de tarefas domiciliares será possível proporcionar mudança no quadro das desigualdades e proporcionar a mulher tempo com qualidade de vida para inclusive, conseguir se engajar na vida política do País.

Fonte: www.fundacao1demaio.org.br

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Grupo de Trabalho do Solidariedade debate temas prioritários na área da Pessoa com Deficiência


Neste 2º semestre, o Solidariedade, por meio da Fundação 1º de Maio – entidade ligada ao partido, responsável pelos quadros de formação política -, realiza sete Grupos de Trabalhos (GTs) para debater e desenvolver diretrizes temáticas e de organização para as secretarias de movimentos sociais do partido. O primeiro GT aconteceu na última segunda e terça-feira (8 e 9/8), no Novotel, em São Paulo-SP.  Participaram do evento ativistas e lideranças ligadas à questão das pessoas com deficiência (PCDs) de cinco regiões do Brasil.
“O objetivo das secretarias é buscar a igualdade diante das diferenças”, explicou o coordenador político da Secretaria Geral, Luiz Antônio Adriano da Silva, para os presentes no encontro. “Vocês têm que ser elevados à condição que os iguala a todos”, completou.
A proposta dos GTs veio do entendimento da Secretaria Geral do partido de que o Solidariedade, por ser uma nova legenda, trabalhou com a urgência de ter uma formação, eleger candidatos e agir no processo do impeachment, mas que é chegado o momento de reforçar a organização e dar ferramentas para que as secretarias de movimentos sociais da legenda sejam atuantes, defensoras das causas e comecem a atuar a partir das demandas da sociedade.
No primeiro dia do Grupo de Trabalho, os participantes debateram a missão, os valores e a visão da secretaria. Defenderam a necessidade de a pasta ser uma agente transformadora para melhorar a qualidade de vida das 47 milhões de pessoas com deficiência no país. Além de incluir temas como informação, inclusão e acessibilidade. Como valores, o respeito, a dignidade, humanização e a independência foram priorizados.
Também foram definidos os temas Educação, Saúde, Trabalho e Acessibilidade a serem trabalhados em caráter prioritário dentro de cada um dos segmentos de deficiências: visão; audição e fala; motora; e intelecto-mental.
“Ainda teremos mais um dia de debates, mas eu avalio o primeiro dia como muito proveitoso. Trouxemos pessoas com informações seguras sobre o tema”, disse a secretária nacional da Secretaria da Pessoa com Deficiência do Solidariedade, Ana Cláudia Bitencourt.
Na manhã do dia 9, a definição do nome da secretaria abriu o debate. Inicialmente, foi proposto Secretaria de Acessibilidade, para que incluísse idosos, gestantes, pessoas com carrinho de bebês, entre outros grupos. Porém, a maioria votou em Secretaria da Pessoa com Deficiência para que se focasse mais o público-alvo, já que o partido também conta com pastas próprias para Mulheres e Idosos.
“Eu sou mãe de duas meninas com microcefalia”, contou Viviane Lima, de Manaus. “Elas não têm nenhum problema com acessibilidade, a dificuldade delas é intelectual. Por isso, eu acredito que Secretaria da Pessoa com Deficiência seja uma definição que inclua minhas filhas”, completou.
Após a escolha, foi debatida a organização da pasta e uma planilha Swot (ferramenta de análise de comunicação) foi elaborada, identificando fraquezas, oportunidades, forças e ameaças referentes à secretaria.
Os assuntos a serem priorizados também foram debatidos no primeiro dia de GT. Cadastro nacional da pessoa com deficiência, mobilidade urbana, fóruns sobre tecnologia de acessibilidade, padronização de vias públicas, criação de centros de estimulação – contendo fonoaudiologia, fisioterapia, odontologia e psicologia em um só lugar-, atendimento ao familiar, obrigatoriedade do ensino de libras a partir do quinto ano para todas as redes e inclusão de pessoas fissuradas no Estatuto da Pessoa com Deficiência para que tenham facilidade no acesso à fonoaudiologia e cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foram pontos levantados entre os participantes, que foram divididos em três grupos de discussão.
“Os Grupos de Trabalho são propositivos e não deliberativos. Sendo assim, a Fundação 1º de Maio é executora dos GTs, e o que foi proposto aqui será levado e debatido pela Secretaria Geral do Solidariedade”, reforçou a moderadora do debate, a advogada Denise Neri ao final das atividades.
“Espero que vocês saiam daqui com informações e com a cabeça aberta para continuar o trabalho da melhor forma possível, começando pelo município de vocês. Pequenas ações podem fazer uma grande diferença”, completou Luiz Adriano.
Antes de finalizar o GT, um vídeo foi exibido e, para os deficientes visuais, houve áudio-descrição. No pequeno filme, havia uma máquina “resolvedora de problemas”, instalada em um local público. As pessoas que entravam, ouviam frases de incentivo ditas por crianças, como: “Não fique triste”. Porém, ao final, a tela abria e mostrava que as crianças motivadoras tinham algum tipo de deficiência, que só podia ser percebida com o movimento da câmera.
A emoção tomou conta da sala Bandeirantes III, no Novotel. “Falar depois desse vídeo é muito difícil, mas quero ressaltar que tudo que a gente faz na vida tem que ser feito com paixão”, disse Ana Claudia. “Temos que transformar a realidade do nosso país. Eu acredito que o Brasil tem jeito”.
“O encontro foi ótimo”, afirmou Osório Martins. “Trocamos ideias com pessoas de todas as regiões do País com dificuldades diferentes. A pessoa com deficiência, muitas vezes, é excluída, porque olham primeiro a deficiência, como no meu caso, veem primeiro a cadeira de rodas”, explicou o gaúcho, que passou a utilizar o equipamento após uma reação alérgica de um antiinflamatório utilizado para dor muscular.
Para a dentista Mirede Barbosa Krawczyk, que atende pessoas com deficiência em Fazenda Rio Grande-PA, o encontro superou as expectativas. “A troca de experiências aqui foi muito rica. Eu trabalho com esse foco há 25 anos e sempre para mim é um grande aprendizado de como o ser-humano pode se superar”, disse.
“Nós temos que empoderar as pessoas dentro dos municípios para dar voz a elas, que são fortes, capazes de transpor barreiras inimagináveis pela grande maioria”, afirmou Samanta Costa, presidente da Fundação 1º de Maio.

Fonte: fundacao1demaio.org.br