quarta-feira, 6 de julho de 2016

Para onde vai o nosso lixo?

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2015, o Brasil tem uma populaçao de mais de 204 milhões de habitantes e cada pessoa gera, em média, cerca de um quilo por dia.
Uma pesquisa divulgada em 2015, pela Confederação Nacional dos Municípios, revela que pelo menos 50% dos municípios brasileiros ainda descartam seu lixo em aterros sanitários ilegais, os famosos lixões.
A Lei 12.305 de 2010 instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos e determinou que até agosto de 2014 os lixões a céu aberto deveriam ser extintos, devendo os estados descartar o seu lixo em aterros sanitários legalizados.
A determinação não foi cumprida e 1500 cidades brasileiras ainda depositam seus resíduos em lixões. A tentativa de acabar com essa prática vem se arrastando desde 1981, quando foi criada a primeira política ambiental no País. Este prazo pode ser estendido até 2021, especialistas da área afirmam que ainda assim, os municípios não conseguirão cumprir a meta dentro do tempo estipulado, pois dependem de políticas públicas que ainda não existem.
Nos aterros legalizados, o solo é impermeabilizado para que as áreas em torno não sejam contaminadas, além disso, a emissão dos gases que são formados pela decomposição do lixo orgânico, como o metano, é monitorada. Esses gases são reaproveitados e transformados em combustível ou em energia elétrica renovável. A cidade de São Paulo, por exemplo, possui duas usinas de energia elétrica que resultam da queima do gás e abastecem 800 mil pessoas. A ação também diminui em 20% a emissão do poluente na atmosfera.
O lixo produzido na cidade pode ser separado em duas categorias: os orgânicos, que são de origem animal e vegetal, e o lixo seco, que é todo aquele que pode ser reciclado. O alumínio é o material mais reciclado no País, seguido de embalagens pet e papel. Esse fato está mais ligado à situação de pobreza de parte da população e ao valor da matéria-prima do que à conscientização ambiental. Hoje, a coleta seletiva rende de R$ 1,4 a R$ 3,3 bilhões ao ano para o Brasil. Porém, se o trabalho de coleta fosse feito da maneira correta, esse valor poderia chegar a R$ 8 bilhões.
Outra prática comum em lixões é a queima do material. Isso empobrece o solo, libera gases nocivos à atmosfera, além de desperdiçar materiais recicláveis e fontes de energia. Criar leis e projetos para acabar com essas práticas é importante, porém é essencial pensar em mecanismos para que elas sejam postas em prática. A população também deve se conscientizar e fazer a sua parte. Diminuir o consumo de produtos industrializados e combater o desperdício de produtos orgânicos, podem fazer com que a produção de lixo por pessoa seja menor e, assim, amenizar o impacto no meio ambiente.

Fonte: www.fundacao1demaio.org.br

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