sexta-feira, 1 de julho de 2016

A mulher no mercado de trabalho


De acordo com o relatório “Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: Transformar as economias para realizar os direitos”, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 2015, a diferença entre a remuneração de homens e mulheres diminuiu de 38% em 1995 para 29% em 2007.
Boa parte desse progresso “veio do aumento no número de mulheres que entram no mercado de trabalho”, afirma Saadia Zahidi, diretora sênior de Paridade de Gênero no Fórum Econômico Mundial. Ainda assim, quando se trata de mercado de trabalho, a disparidade de gênero se mostra notória.
Mesmo as mulheres sendo responsáveis pelo sustento de 37,3% das famílias no Brasil, elas ainda possuem uma renda 68% inferior à dos homens, é o que aponta o estudo Estatísticas de Gênero 2014, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Além disso, dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, divulgada pelo IBGE em 2013, mostram que viviam no Brasil 103,5 milhões de mulheres, o equivalente a 51,4% da população. A pesquisa também revela maior escolarização feminina. Em 2010, as mulheres representavam 57,1% dos estudantes que frequentavam o ensino superior com a faixa etária entre 18 e 24 anos de idade. Consequentemente, o nível educacional das mulheres é maior do que o dos homens na faixa etária de 25 anos ou mais.
Mesmo com todas essas diferenças, o Brasil ainda está longe de chegar a igualdade de gênero no mercado de trabalho. O País ainda está na posição 124, entre 142 países, no ranking de igualdade de salários por gênero. Entre os 22 países latinos neste ranking, estamos em 21º lugar, à frente apenas do Chile.
A desigualdade de gênero em um país é calculada a partir de algumas variáveis, uma delas é a participação política da mulher. Nas eleições de 2014, o Tribunal Superior Eleitoral tinha em seus registros 77.459.424 eleitoras diante de 68.247.598 eleitores do sexo masculino. Nas eleições de 2010, também houve uma maior participação do sexo feminino: foram 6.572 candidatas contra 5.056 do sexo masculino. Ainda assim, a proporção da participação feminina ficou abaixo dos 30% estipulado como mínimo pela legislação eleitoral.
A sociedade e o Estado têm o desafio de oferecer garantias sociais para que as mulheres possam manter essas conquistas e diminuir o tempo para chegar à igualdade de gêneros. Devemos pensar em qual é o nosso papel, como parte dessa sociedade, na transformação da realidade em que vivemos.

Fonte: www.fundacao1demaio.org.br

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