O Brasil tem um dos sistemas de saúde pública mais elogiados do mundo, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas, apesar de atender cerca de 70% da população e de oferecer uma grande variedade de serviços hospitalares, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa por muitas dificuldades estruturais e de gestão.
Entre os problemas do sistema, está a prioridade nas doenças e não na prevenção. De acordo com o diretor técnico da Fundação 1º de Maio e coordenador da elaboração do programa do Solidariedade, Diógenes Sandim, uma das propostas do partido para uma saúde pública de qualidade está uma mudança de paradigma. A ideia é sair do caminho de “tratar a doença” para seguir verdadeiramente as diretrizes do SUS e, dessa forma “promover a saúde” do cidadão.
Dentre os projetos do Solidariedade que mostram como funciona essa abordagem, está o Programa de Promoção, Proteção e Educação em Saúde por meio das “Academias ao ar livre”, instaladas em praças, parques públicos e escolas.
Sandim explica que o programa, além de oferecer os equipamentos esportivos, propõe acompanhamento de um profissional de educação física, orientação alimentar e avaliação pré-participativa, feita antes de iniciar as atividades. Por meio dela, os médicos definiriam qual atividade necessária para cada beneficiado do programa.
“A atividade física tem que ser permanente e com orientação médica e alimentar. Não se pode simplesmente colocar os aparelhos na praça e a pessoa ir lá quando tiver vontade, fazer os exercícios de maneira incorreta. Isso não é prevenção e, ainda, colabora para que essas pessoas saiam até com algum problema grave, porque não teve acompanhamento correto”, ressalta.
A proposta do Solidariedade beneficiaria toda população, mas principalmente idosos e mulheres. “A atividade física com acompanhamento adequado evita muitas doenças e também ajuda no tratamento de portadores de doenças crônicas, desde que os exercícios sejam personalizados e voltados para as necessidades e limitações de cada um. Por isso, o partido defende que o SUS invista em ações preventivas”, reforça.
Segundo ele, com a prevenção, o Sistema Único de Saúde (SUS) conseguiria organizar suas contas em cinco anos. Outra proposta do partido para o bem-estar da população, essa ligada diretamente aos idosos, é a criação de centros de convivência e de referência para promover a atenção integral à saúde e o envelhecimento saudável.
Para que os programas de prevenção tenham êxito, as secretarias ou ministérios precisam todos interagir com a pasta da Sáude. Como exemplo, Sandim citou o tratamento de água e o esgotamento sanitário, que são responsabilidades de outras áreas, mas que para funcionar bem é necessário integrar as ações com a Saúde. Assim, os investimentos seriam revertidos para bairros com maior incidência de algumas doenças relacionadas a falta de saneamento básico, como cólera e hepatite A e leptospirose. As ações reduziriam e preveniriam muitas enfermidades.
Mais Saúde – O SUS que funciona – implica na realização envolvendo todos os equipamentos de saúde em nível nacional, seus recursos materiais e de pessoal. O programa contemplaria as UBSs e Pronto Atendimento (nível primário); ambulatórios de especialidades Regionais (nível secundário) e hospitais gerais e de procedimentos complexos (nível terciário).
Dentro das propostas desenvolvidas no ‘Mais Saúde – O SUS que funciona’ está a análise de recursos humanos, físicos e de equipamentos que o setor dispõe nas diversas regiões do país, contribuindo para sua otimização e aplicação de novos recursos. Estabelecer por região do País centros de referência de telemedicina com plantões 24 horas, dando suporte aos médicos do interior, tirando dúvidas e aplicando cursos de reciclagem à distância.
Para incentivar a ida dos médicos às cidades do interior e às periferias das capitais, o Solidariedade defende oferecer melhores condições técnicas, salariais e de recursos para que os profissionais da saúde possam trabalhar em condições dignas. “Os médicos não são obrigados a trabalhar em lugares que não lhe oferecem estrutura adequada para a realização do atendimento. É preciso criar condições necessárias para que os especialistas estejam em todos os lugares e também dar segurança, caso seja uma localidade de risco”, afirma o diretor técnico da Fundação 1º de Maio e coordenador da elaboração do programa do Solidariedade, Diógenes Sandim.
O acolhimento e o atendimento de qualidade aos pacientes também são prioridades para o partido. No programa do partido, há ideias para qualificar funcionários públicos e profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), melhorando o atendimento em toda rede pública.
Fonte: www.solidariedade.org.br

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